indicador_candidatoAlguma vez você estava procurando o contato do RH de uma empresa e só conseguiu achar o link TRABALHE CONOSCO? Aposto que sim. A internet trouxe grandes inovações, mas esse artifício com certeza foi uma regressão. Por meio desses links, em teoria, as empresas fariam um banco de currículos próprio, com pessoas realmente interessadas em integrar seus quadros.

O problema é que na prática as coisas não funcionam tão bem quanto na teoria. Várias questões implicam o insucesso desse sistema. Primeiro, supõe-se que os inscritos estejam interessados em trabalhar na empresa. Mas e se eles estiverem desempregados e buscam uma colocação há tempos? Talvez tenham se cadastrado não por afinidade, mas por necessidade - o que muda tudo. Isso é mau para a empresa. Também é ruim para o contratante organizar os cadastrados. Como saber exatamente que funções cada canditado inscrito pode e quer cumprir se eles enviaram o currículo sem a ciência de que havia uma vaga aberta? E quantos para-quedistas aparecem?

Para quem busca um novo emprego, também não faltam poréns sobre esse método. Pra começar, muitos RHs não são tão conectados com os administradores dos sites e, quando recorrem aos bancos, encontram cadastros desatualizados.

Sem falar nos dados. Como ter segurança de que as informações fornecidas vão ser bem usadas? Essa, aliás, é uma das questões mais discutidas sobre o assundo na internet. Em um grupo de discussões online, um participante dizia o seguinte: “Acho um absurdo pessoas tendo que preencher bancos de dados particulares das empresas que têm vagas. Acontece (e muito) empresas divulgarem vagas inexistentes com o link ‘cadastre-se’ apenas para aumentar seus bancos.”

Preencher formulários é chato, trabalhoso, e leva a distorções nas duas pontas. Ninguém em busca de emprego deveria passar tanto tempo garimpando esse tipo de contato nos sites das empresas. Mas contar apenas com bancos de currículos também é algo limitadíssimo, já que para os candidatos, fica difícil se destacar - existem ao todo quase oito milhões de CVs registrados nos cinco Bancos de currículos mais famosos da web brasileira, segundo a Veja.

A solução é recorrer ao networking. Ou à net working. Quem busca uma colocação precisa dizer que está à disposição, ou pelo menos se mostrar aberto a novas oportunidades sem correr riscos na empresa onde está contratado no momento. O Trabalhe Conosco não parece ser uma boa opção por ser muito impessoal e indeterminado, enquanto os Bancos também não, por serem muito amplos e incapazes de separar o joio do trigo.

E você? Já cansou de despejar currículos por aí sem ter retorno? Que técnica tem dado mais resultados?

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