networkingQuando um funcionário parte em busca de uma nova oportunidade, a impressão é que a empresa sai perdendo de alguma forma, seja na redução no quadro de funcionários ou no prejuízo que surge com as despesas da nova contratação. No entanto, este já é considerado um enfoque antigo e buscar pontos positivos na rotatividade de colaboradores se tornou uma tendência. A revista HSM Management também fez uma matéria interessante falando sobre o tema, clique aqui para ler.

Nesse novo ponto de vista, programas de motivação e retenção para induzir o funcionário a ficar na empresa ou cláusulas contratuais burocráticas que restringiam contatos com a concorrência e fornecedores, podem ser substituídos pela ideia de desenvolver novas maneiras de fazer networking.

Uma pesquisa realizada por Rafael Corredoira em parceria com sua professora Lori Rosenkopf da Universidade de Administração de Wharton, diz que para uma rede de contatos sólida e até para que futuras indicações aconteçam, é necessário substituir o conceito “capital humano” por “capital social” e fazer com que as saídas sejam as mais amigáveis possíveis. Durante o trabalho Rafael e Lori analisaram cerca de 154 empresas e chegaram a conclusão de que funcionários que mudam para empresas distantes fizeram indicações em até 22% dos casos.

Existem exemplos como o de um único funcionário do ramo tecnológico que levou a referência da sua antiga empresa para o Egito e Indonésia e também do site AlliancexShell, uma rede social criada para facilitar o contato entre ex-funcionários da Shell Oil. Por isso, mudar o ponto de vista e apostar no networking que surge com a chamada “migração externa” vem se tornando uma boa oportunidade.

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