A Você S.A. (de maio de 2009) trouxe à tona uma discussão interessante: com o crescimento e o desenvolvimento das redes sociais e da internet, como ficarão os headhunters em um futuro próximo? O título da reportagem é “Dispense o headhunter” e mostra que, assim como acontece nos USA há alguns anos, as empresas estão migrando de serviços de hunting prestado por empresas offline para serviços prestados por empresas online. Isso acontece porque a velocidade que a internet consegue alcançar é muito alta e, cada vez mais, é possível interagir com os candidatos (via web) o suficiente para conhecê-los e, posteriormente, convidá-los para uma entrevista.
Se considerarmos que a entrevista feita pela empresa nunca será substituída, seja qual for o serviço, pode existir uma sobreposição de ações que retarda ainda mais o serviço prestado pelo headhunter. Conforme uma pesquisa feita pela Equipe do Indica, ao longo do ano passado, a maioria das empresas entende que recrutar é mais complexo do que selecionar. Isso porque, recrutar envolve diversas estratégias que não fazem parte da formação e até do dia-a-dia do pessoal de recursos humanos…na verdade, são atividades que estão mais ligadas à área de marketing das empresas (como estratégias de divulgação e comunicação, por exemplo). Enquanto selecionar, é exatamente o que eles são treinados e preparados para fazer.
Por fim, acessamos uma pesquisa da empresa inglesa Demos, sobre a evolução do mercado de recrutamento de profissionais, chamada “Recruitment 2020” e nessa pesquisa o que mais nos chamou a atenção foi uma frase que resume bem essa discussão: “…whatever happens it will be online…”.




